Dados da B2Gether, empresa de câmbio especializada em operações financeiras de comércio exterior, revelam dados das importações brasileiras em agosto de 2026. Segundo o levantamento realizado pela empresa na plataforma Comex Stat, houve queda de 4,8% em relação a julho. Confira todos os resultados da pesquisa neste artigo!
As importações brasileiras recuaram em agosto de 2026. Segundo dados coletados, organizados e analisados pela B2Gether na plataforma Comex Stat, as compras externas totalizaram US$ 25,8 bilhões no mês, ante US$ 27,1 bilhões em julho, uma redução de 4,8%.
Entre os produtos com maior valor importado em agosto, o movimento mais expressivo foi registrado pelos fertilizantes, cujas compras caíram mais de 32% em relação ao último mês. O petróleo bruto também apresentou forte retração, na ordem de 25%.
Na direção contrária, componentes eletrônicos, autopeças e defensivos agrícolas registraram crescimento em agosto, mesmo diante da queda do valor total importado pelo país.
O ranking mensal dos 10 produtos mais importados também mudou: equipamentos de telecomunicações passaram a integrar a lista, enquanto máquinas de processamento automático de dados deixaram o Top 10.
Veja, a seguir, os destaques do levantamento!
Compras de fertilizantes despencam 32% em agosto
As importações de adubos e fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, passaram de US$ 1,77 bilhão em julho para US$ 1,20 bilhão em agosto. A redução foi de 32,3%, cerca de US$ 570 milhões em apenas um mês.
Apesar da retração, os fertilizantes permaneceram como o segundo produto mais importado pelo Brasil em agosto.
Importações de petróleo bruto caem 25%
Outro movimento importante no mês foi registrado nas importações de petróleo bruto. O valor importado caiu de US$ 729,8 milhões em julho para US$ 547,3 milhões em agosto, uma retração de 25%.
Com a queda, o petróleo bruto passou da oitava para a décima posição entre os produtos mais importados pelo Brasil no ranking mensal.

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Componentes eletrônicos avançam mais de 12%
Enquanto algumas das principais categorias apresentaram queda nas importações de agosto, produtos ligados à cadeia eletrônica caminharam na direção oposta.
As importações de válvulas e tubos termiônicos, diodos, transistores e outros componentes relacionados passaram de US$ 854,1 milhões para US$ 959 milhões.
O crescimento foi de 12,3%, o maior entre os produtos que permaneceram no Top 10 nos dois meses analisados.
Autopeças também registram crescimento
As importações de partes e acessórios de veículos automotivos aumentaram 6,7% entre julho e agosto. O valor passou de US$ 844,9 milhões para US$ 901,7 milhões.
A categoria permaneceu como o quinto principal produto importado pelo país e ampliou sua participação percentual em relação ao total das compras externas: de 3,12% para 3,50%.
Defensivos agrícolas avançam duas posições
A categoria de inseticidas, fungicidas, herbicidas e produtos semelhantes também registrou aumento no balanço mensal. Segundo o levantamento da B2Gether, as importações passaram de US$ 570,1 milhões em julho para US$ 613,4 milhões em agosto, crescimento de 7,6%.
Com isso, a categoria avançou da décima para a oitava posição entre os produtos de maior valor importado.
Telecomunicações avançam e entram no ranking dos mais importados
Outra mudança relevante ocorreu na composição do ranking. Equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios, alcançaram a nona posição em agosto, com aproximadamente US$ 567,3 milhões em importações.
A categoria respondeu por 2,20% de todas as compras externas brasileiras no mês e entrou no Top 10 dos produtos mais importados.
A entrada no ranking ocorre simultaneamente à saída das máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, que ocupavam a nona posição em julho.
Top 10 perde participação nas importações
Somados, os dez principais produtos importados movimentaram US$ 9,36 bilhões em agosto. Em julho, esse grupo havia alcançado cerca de US$ 10,07 bilhões, uma redução de 7%.
A participação percentual conjunta do Top 10 também diminuiu. Os produtos representavam 37,2% das importações em julho e passaram a responder por cerca de 36% em agosto.
O dado indica uma leve redução da concentração das compras externas entre os produtos que lideram o ranking.
Tabela com os 10 produtos mais importados pelo Brasil em agosto de 2026
| Posição | Posição CUCI (produto) | Valor FOB (USD) | Participação (%) |
| 1 | Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) | $ 2.120.199.890,00 | 8,2294 |
| 2 | Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) | $ 1.195.996.626,00 | 4,6421 |
| 3 | Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários | $ 1.015.037.509,00 | 3,9398 |
| 4 | Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores | $ 958.950.883,00 | 3,7221 |
| 5 | Partes e acessórios dos veículos automotivos | $ 901.651.930,00 | 3,4997 |
| 6 | Compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas | $ 780.771.621,00 | 3,0305 |
| 7 | Outros medicamentos, incluindo veterinários | $ 661.824.631,00 | 2,5688 |
| 8 | Inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes | $ 613.367.203,00 | 2,3807 |
| 9 | Equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios | $ 567.300.185,00 | 2,2019 |
| 10 | Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus | $ 547.298.833,00 | 2,1243 |
Metodologia
Todos os dados expostos neste artigo foram extraídos da plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O site reúne diversos dados e informações de comércio exterior, com detalhamentos acerca das importações e exportações brasileiras.
No processo de coleta de dados, filtramos os campos informativos para nos concentrarmos apenas nos números envolvendo as importações realizadas no período selecionado, considerando a categoria, o valor FOB (Free on Board – Livre a Bordo, em português) e a participação percentual em relação ao total.
Com base nas informações, classificamos os produtos com maior volume percentual de participação nas importações do país no período delimitado.
Esses dados fazem parte de uma pesquisa nacional e periódica que a B2Gether realiza para descobrir quais são os produtos mais importados pelo Brasil.
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Quem é a B2Gether?
A B2Gether é uma empresa de câmbio especializada em operações de importação, exportação e remessas internacionais. Com sede em Mogi das Cruzes, a empresa é registrada no Banco Central como correspondente cambial dos principais bancos e corretoras de câmbio do país e é conhecida por descomplicar o câmbio com processos simples e ágeis, bem como por conseguir as menores cotações comerciais do mercado, praticando taxas de atacado para operações de varejo.
Nos últimos cinco anos, a B2Gether intermediou mais de R$ 20 bilhões em operações de câmbio (mais de 4 bi de dólares americanos). A empresa é vinculada à Associação Brasileira de Câmbio (Abracam) e à Câmara de Comércio da Califórnia-EUA (BCCC). É também parceria oficial da ApexBrasil na plataforma Brasil Exportação como prestadora de serviços de câmbio e já foi um dos destaques do Ranking EXAME como uma das empresas que mais crescem no país.
A B2Gether atende pequenas, médias e grandes empresas do Brasil inteiro e de outros países, sempre integrando tecnologia, atendimento humano e expertise regulatória para oferecer soluções cambiais sob medida, reduzir taxas bancárias e permitir que você tenha mais tempo para se dedicar à sua empresa.
A sede da empresa está localizada no edifício Helbor Concept Corporate, que fica na Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 1145, ao lado do Mogi Shopping. Para cotações, basta entrar em contato com a Mesa de Câmbio da B2Gether pelo e-mail atendimento@business2gether.com ou pelo WhatsApp (11) 94586-1110.






