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Pesquisa: Confira os dados sobre câmbio turismo no Brasil em 2022 [1º trimestre]

Imagem de dólares para ilustrar um estudo da B2Gether sobre as operações de câmbio turismo

Pesquisa feita pela B2Gether junto à base de dados do Banco Central, englobando informações de mais de 65 instituições financeiras e cerca de 80 moedas estrangeiras, revela números atualizados sobre as operações de câmbio turismo realizadas no Brasil

O setor de viagens internacionais foi um dos mais afetados pela pandemia de Covid-19. Com as fronteiras sob restrições por mais de dois anos, os dados sobre câmbio turismo no Brasil mostram que o volume de operações despencou entre 2020 e 2021. 

Em 2022, as transações dessa natureza voltaram a dar sinais de recuperação. No entanto, em termos quantitativos, elas continuam distantes quando comparadas com o período pré-coronavírus.

Visando apresentar um panorama inédito, atual e retrospectivo das movimentações cambiais no turismo, a equipe de dados da B2Gether, sob a coordenação de especialistas em câmbio da empresa, se debruçou nas planilhas do Banco Central e coletou informações importantes, como:

  • Quantidade de compra e venda de moeda estrangeira para fins de viagens internacionais no País;
  • Valores Efetivos Totais (VETs) Médios praticados pelas instituições financeiras nessas transações;
  • Moedas estrangeiras mais compradas e vendidas pelos brasileiros;
  • Volume de moeda estrangeira adquirida nas formas de dinheiro em espécie e cartão internacional pré-pago;
  • Entre outras.


Continue a leitura e confira todos os dados sobre câmbio turismo no Brasil referentes ao primeiro trimestre de 2022 e dos três anos anteriores.

Como os dados sobre câmbio turismo no Brasil foram coletados?

Mas antes de seguirmos, convém explicar a metodologia e o caminho que seguimos para coletar os dados, não é mesmo? Pois bem: nossa jornada teve início com a necessidade de saber, por meio de números oficiais e abrangentes, se as operações de câmbio turismo estavam realmente crescendo em 2022.

Fomos ao site do Banco Central, que detém esses dados e, a partir dessa busca, estruturamos o levantamento em três etapas:

  1. Tabulação e organização dos dados referentes às operações de câmbio turismo em termos gerais;
  2. Tabulação e organização dos dados relativos às moedas estrangeiras envolvidas nas operações de câmbio turismo de modo específico; e
  3. Tabulação e organização dos dados relativos aos Valores Efetivos Totais Médios relacionados às transações cambiais dessa natureza.


Vale destacar que, em função da greve dos servidores do Banco Central, as planilhas disponibilizadas com dados completos vão até março de 2022 (as planilhas de junho e julho já estão disponíveis, mas os documentos de abril e maio ainda não foram atualizados. Em breve, publicaremos os dados mais recentes). 

Por essa razão e para ter base comparativa, decidimos compilar os dados delimitando os primeiros trimestres dos últimos quatro anos: 2019, 2020, 2021 e 2022, sendo possível assim comparar os resultados registrados antes, durante e pós-pandemia (período marcado pelo avanço da vacinação contra a doença).

O levantamento divide os dados considerando as seguintes variáveis referentes às operações de câmbio turismo no Brasil:

  • Ano das operações;
  • Mês das operações;
  • Número total de operações;
  • Número total de compra de moeda estrangeira;
  • Número total de venda de moeda estrangeira;
  • Número total de operações com moeda em espécie (compra e venda);
  • Número total de operações com cartão internacional pré-pago (compra e venda);
  • VETs médios das operações de compra e venda (em espécie e cartão pré-pago); e por fim
  • Todas essas variáveis delimitadas por cada uma das cerca de 80 moedas estrangeiras.


Os dados sobre câmbio turismo no Brasil englobam operações de mais de 65 instituições financeiras.

Caso você queira ter acesso às planilhas com os dados brutos, nos envie um e-mail para [email protected] para compartilharmos. A seguir, você confere as principais informações sobre o levantamento.

Operações de câmbio turismo crescem 297% em 2022

O volume de operações de câmbio turismo no Brasil disparou no primeiro semestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado: foram registradas 1.266.171 transações cambiais contra 318.233, uma alta de 297,8%.

Gráfico mostrando dados sobre operações de câmbio turismo no 1º semestre de 2021 e 2022
Volume de operações subiu 297,8% no primeiro semestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Contudo, vale a pena ponderar o contexto. No primeiro trimestre de 2021, a pandemia encontrava-se no auge, com milhares de óbitos registrados diariamente na maior parte dos países do mundo.

Uma reportagem do portal Poder 360 revelou à época que foi no mês de março daquele ano que a Covid-19 mais matou no Brasil. Ao todo, foram mais de 58 mil óbitos em 31 dias.

Trouxemos esse dado não para te entristecer com uma lembrança terrível, mas para destacar que o contexto epidemiológico era trágico naquele momento e que, por isso, 2021 registrou pouquíssimas operações de moeda estrangeira para fins turísticos. Ou seja, as restrições estavam severas e as pessoas não podiam viajar.

Volume de transações em 2022 ainda está longe do período pré-pandemia

Embora os dados do Banco Central revelem um efetivo e animador aumento no volume de operações de câmbio turismo no primeiro trimestre de 2022, o patamar ainda se mostra bastante inferior aos índices registrados no período anterior à Covid-19.

Nos três primeiros meses de 2019, por exemplo, foram realizadas no Brasil 1.822.963 (1,8 milhão) transações dessa natureza. Já em 2020, cujo fim do primeiro trimestre se mistura com a chegada do coronavírus, ocorreram 1.361.717 (1,3 milhão) operações cambiais decorrentes de viagens ao exterior.

Comparativamente, a quantidade de 2022 é 7,5% menor do que 2020 e 43,9% inferior a 2019.

Gráfico que mostra dados de operações de câmbio turismo referentes aos primeiros trimestres dos últimos quatro anos
Dados revelam que o volume de operações de câmbio turismo cresceu, mas ainda está abaixo do nível pré-pandemia.

Compras de moeda estrangeira voltam a superar as vendas em 2022

Outra informação que se destaca no levantamento da B2Gether junto à base de dados do Banco Central é que o número de compras de moedas estrangeiras voltou a superar a quantidade de vendas nas operações de câmbio turismo em 2022.

Nos primeiros trimestres dos últimos quatro anos, as vendas só foram maiores que as compras em 2021, período marcado por severas restrições ao turismo. Nesse ano, foram registradas 135.987 (42,73%) compras contra 182.246 vendas (57,27%).

A título de comparação, convém apresentar os dados relativos aos demais anos:

  • Em 2019, foram registradas 1.275.005 compras (69,94%) contra 547.931 vendas (30,06%);
  • Em 2020, foram registradas 799.861 compras (58,74%) contra 561.856 vendas (41,26%);
  • Em 2022, o padrão volta à normalidade, tendo 923.757 compras (72,96%) contra 342.414 vendas (27,04%).
Gráfico mostra o volume de operações de câmbio turismo no que se refere a compras e vendas de moeda estrangeira.
Nos últimos quatro anos, somente em 2021 o número de vendas de moeda estrangeira foi maior que o de compra nas operações de câmbio turismo.

Uso de cartão pré-pago em 2022 é o menor nos últimos quatro anos

Sem dúvidas, 2022 tem sido o ano da recuperação do setor de turismo no geral, mas não para as operações de câmbio na forma de cartão pré-pago internacional

Nosso levantamento revela que, considerando os primeiros trimestres do último quadriênio, o percentual de uso desse modo de pagamento foi o menor neste ano: o equivalente a 7,06% de todas as transações cambiais ligadas às viagens internacionais. 

Em compensação, o uso de moeda em espécie teve o maior volume no período em 2022: 92,94%. Veja, a seguir, os dados referentes às formas de comprar ou vender moeda estrangeira utilizadas pelos consumidores brasileiros:

  • Em 2019, foram registradas 1.599.649 operações com dinheiro em espécie (87,75%) contra 233.287 com cartão pré-pago (12,79%).
  • Em 2020, foram registradas 1.207.210 operações com dinheiro em espécie (88,65%) contra 154.507 com cartão pré-pago (11,35%).  
  • Em 2021, foram registradas 282.570 operações com dinheiro em espécie (88,79%) contra 35.663 com cartão pré-pago (11,20%).
  • Em 2022, foram registradas 1.176.783 operações com dinheiro em espécie (92,94%) contra 89.388 com cartão pré-pago (7,06%).
Gráfico mostra o volume de operações de câmbio turismo em espécie e cartão pré-pago
Em 2022, o uso do cartão pré-pago nas viagens internacionais foi o menor dos últimos quatro anos.

Dólar americano é a moeda mais transacionada no Brasil

Nas operações de câmbio turismo, os dados do Banco Central apontam que o dólar americano é, disparado, a moeda mais negociada no Brasil ao longo dos primeiros trimestres dos últimos quatro anos quando o assunto é câmbio turismo, representando só em 2022 o equivalente a 52,18% de todas as transações cambiais dessa natureza. 

Considerando todo o período analisado, na sequência do dólar vem o euro, cujo volume registrado só em 2022 responde por 35,06% das operações. Juntas, as moedas monopolizam o mercado cambial relacionado às viagens internacionais, equivalendo a 87,24% de todas as movimentações financeiras.

Veja, a seguir, as listas das 10 moedas mais transacionadas nos primeiros trimestres desde 2019 em operações de câmbio turismo:

2022

  1. Dólar dos EUA: 660.762
  2. Euro: 443.932
  3. Libra Esterlina: 34.164
  4. Peso Argentino: 39.399
  5. Dólar Canadense: 27.159
  6. Guarani: 24.484
  7. Peso Mexicano: 8.391
  8. Peso Chileno: 6.461
  9. Franco Suíço: 5.587
  10. Dólar Australiano: 4.443

 

2021

  1. Dólar dos EUA: 187.366
  2. Euro: 84.927
  3. Guarani: 19.115
  4. Libra: 5.507
  5. Peso Mexicano: 4.548
  6. Peso Argentino: 3.997
  7. Dólar Canadense: 3.222
  8. Peso Chileno: 2.827
  9. Franco Suíço: 1.735
  10. Iene: 1.285

 

2020

  1. Dólar dos EUA: 728.269
  2. Euro: 384.783
  3. Peso Argentino: 78.790
  4. Libra: 39.845
  5. Dólar Canadense: 28.667
  6. Guarani: 27.845
  7. Peso Chileno: 16.524
  8. Dólar Australiano: 9.532
  9. Peso Mexicano: 8.972
  10. Peso Uruguaio: 8.133

 

2019

  1. Dólar dos EUA: 1.008.294
  2. Euro: 378.475
  3. Peso Argentino: 93.641
  4. Libra: 47.885
  5. Dólar Canadense: 39.393
  6. Guarani: 34.179
  7. Peso Chileno: 24.882
  8. Dólar Australiano: 12.427
  9. Peso Uruguaio: 9.290
  10. Peso Mexicano: 8.053

Preço do dólar turismo em espécie tem alta de 47,4% nos últimos 4 anos

De janeiro de 2019 a janeiro de 2022, o Valor Efetivo Total (VET) do dólar, praticado pelas instituições financeiras nas operações de compra de moeda em espécie para viagens internacionais, registrou uma alta de 47,4%, saindo de R$ 3,9217 para R$ 5,7844.

O aumento de R$ 1,8627 é resultado do seguinte cálculo: com base nos VETs médios registrados pelas instituições financeiras junto ao Banco Central no período, extraímos a média simples dos valores praticados em todas as operações informadas, independentemente da faixa de valor. 

Vale ressaltar que o VET engloba todos os custos de uma operação de câmbio, como a taxa cambial, os tributos incidentes e os spreads dos bancos e corretoras de câmbio.

Euro

Já o euro apresentou um aumento ainda mais alto no período: o VET médio da moeda em espécie, nas operações de compra, subiu de R$ 4,4965, em janeiro de 2019, para R$ 6,5579 em janeiro de 2022, uma elevação de 45,8%. 

No entanto, é importante mencionar que o preço do euro vem caindo da metade do ano em diante, cuja taxa de câmbio tem operado em paridade com a do dólar, fato que não ocorria há 20 anos.

Libra 

Agora, quem apresentou o maior crescimento no VET médio entre janeiro de 2019 e janeiro de 2022 foi a libra, saindo de R$ 5,1937 para R$ 8,0605, uma alta de R$ 2,8668, que representa 55,1%.

Peso argentino

Considerando as moedas mais transacionadas nos últimos quatro anos, fechamos o quarteto com o peso argentino, cujo VET médio de compra, por sua vez, ficou R$ 0,0862 mais barato nas operações de câmbio turismo com moeda em espécie. O preço da moeda da Argentina era negociado em média a R$ 0,1466 em janeiro de 2019 e passou para R$ 0,0604 em janeiro de 2022. Uma queda de 58,7%.

Concluindo o relatório com dados sobre câmbio turismo no Brasil…

Chegamos ao fim do nosso relatório com os dados sobre câmbio turismo no Brasil referentes aos três primeiros meses do quadriênio 2019, 2020, 2021 e 2022.

Trata-se do levantamento mais abrangente e completo que existe no mercado cambial brasileiro, com dados extraídos diretamente das bases do Banco Central, que engloba mais de 65 instituições financeiras espalhadas pelo País e cerca de 80 moedas estrangeiras negociadas pelos brasileiros.

Caso você tenha alguma dúvida sobre câmbio e queira conversar com um dos nossos especialistas, oferecemos consultoria cambial sem custos para você e sua empresa. Acesse a página Fale Conosco e nos mande uma mensagem.

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Somos uma empresa especializada em operações de câmbio, com foco em mass payments, importação e exportação, remessas internacionais, compra de moeda estrangeira para turismo e monetização para criadores de conteúdo online.

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